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sábado, 20 de dezembro de 2008

Prólogo de 2001 - Uma Odisséia no Espaço

Cada homem vivo transporta o peso de trinta fantasmas, pois é nesta proporção que o número dos mortos excede o dos vivos. Desde o início dos tempos, cerca de cem bilhões de seres humanos caminharam sobre o planeta Terra. Ora, este é um número interessante, pois, por coincidência, há aproximadamente cem bilhões de estrelas no nosso universo, a Via Láctea. Portanto, por cada homem que alguma vez viveu, brilha uma estrela neste Universo. Mas cada uma dessas estrelas é um sol, frequentemente muito mais brilhante e glorioso que a pequena estrela a que chamamos o Sol. E muitos - talvez a maioria - desses sois, têm planetas girando à sua volta. Portanto, há com certeza território suficiente no céu para que cada membro da raça humana, desde o primeiro homem-macaco, tenha o seu céu - ou inferno - privado, do tamanho de um mundo.
Quantos desses potenciais céus ou infernos são habitados, e por que tipo de criaturas, é coisa que não podemos saber; o mais próximo fica um milhão de vezes mais longe que Marte ou Vênus, esses objetivos, ainda remotos, da próxima geração. Mas as barreiras da distância vão-se esboroando; um dia, encontraremos os nossos iguais, ou os nossos senhores, entre as estrelas.
Os homens não têm sido muito lestos a encarar esta perspectiva; alguns ainda esperam que ela nunca se torne realidade. Cada vez mais gente, no entanto, pergunta: «Por que razão não ocorreram já tais encontros, se nós próprios estamos prestes a aventurar-nos no espaço?»
E por que não? Este livro é uma resposta possível a pergunta tão razoável. Mas não se esqueçam: esta é apenas uma obra de ficção. A verdade, como sempre, será muito mais estranha.
A. C. C.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

FLIP

A FLIP - Festa Internacional do Livro de Paraty - está na sua sexta edição. É a maior feira literária do país e tem as mesas de debate como atração: esse ano contará com a presença de Neil Gaiman, autor de Sandman, Tom Stoppard, roteirista de Shakespeare Apaixonado, Neil Gaiman, Veríssimo e Caco Barcelos. E o Neil Gaiman, gente!
Destaque também para as homenagens ao centenário da morte de Machado de Assis. Na abertura do evento, o crítico Robert Schwarz discute a obra Dom Casmurro, considerada por ele "o romance possivelmente mais refinado e composto da literatura brasileira".
O evento deve atrair de 15 a 20 mil pessoas, do dia 2 (quarta) e 6 (domingo) de Julho à cidade histórica do Rio.

A programação:
2 de julho (quarta-feira)
19h - "A Poesia Envenenada de Dom Casmurro”, com Roberto Schwarz
21h30 - Show de abertura com Luiz Melodia

3 de julho (quinta-feira)
10h - "Primeiro Tempo", com Adriana Lunardi, Emilio Fraia, Michel Laub e Vanessa Barbara
11h45 - "O Espelho", com Elisabeth Roudinesco (França)
15h - "Retrato em Branco e Preto", com Carlos Lyra e Lorenzo Mammì
17h - "Conversa de Botequim", com Humberto Werneck e Xico Sá
19h - "Admirável Mundo Velho", com Tony Judt (Inglaterra)

4 de julho (sexta-feira)
10h - "Formas Breves", com Ingo Schulze (Alemanha), Modesto Carone e Rodrigo Naves
11h45 - "Ficções", com João Gilberto Noll e Lucrecia Martel (Argentina)
15h - "Os Fuzis", com Caco Barcellos e Misha Glenny (Inglaterra)
17h - "Estética do Frio", com Martín Kohan (Argentina), Nathan Englander (Inglaterra) e Vitor Ramil
19h - "Veludo Cotelê" (moderação de Matthew Shirts), com David Sedaris (EUA)

5 de julho (sábado)
10h - "Guerra e Paz", com Chimamanda Ngozi Adichie (Nigéria) e Pepetela (Angola)
11h45 - "A Mão e a Luva", com Neil Gaiman (Inglaterra) e Richard Price (EUA)
15h - "Fábulas Italianas", com Alessandro Baricco (Itália) e Contardo Calligaris
17h - "Paraíso Perdido", com Cees Nooteboom (Holanda) e Fernando Vallejo (Colômbia)
19h - "Shakespeare, Utopia e Rock'n'Roll" (moderação de Luís Fernando Veríssimo), com Tom Stoppard (República Tcheca)

6 de julho (domingo)
10h - "Os Livros que Não Lemos", com Marcelo Coelho e Pierre Bayard (França)
11h45 - "Sexo, Mentiras e Videotape", com Cíntia Moscovich, Inês Pedrosa (Portugal) e Zoë Heller (Inglaterra)
15h - "Papéis Avulsos" (visões sobre Machado de Assis), com Flora Süssekind, Luiz Fernando Carvalho e Sergio Paulo Rouanet
17h - "Folha Seca", com José Miguel Wisnik e Roberto Damatta
19h - "Livro de Cabeceira", convidados da Flip 2008 lêem trechos de seus livros prediletos


Acontece que os ingressos começaram a ser vendidos ontem de manhã e todos para a tenda dos autores esgotaram no mesmo dia. Sem falar que não há mais vagas em metade dos hotéis e pousadas de Paraty para o evento que é daqui a 20 dias.
Neil Gaiman estará lançando seu livro "Coisas Frágeis" em português e eu estarei sabe-se lá onde lamentando a minha existência. Não só por isso, a programação é de dar água na boca (oh, eu poderia até reler os livrinhos do Machado de Assis e alugar Guerra e Paz para me preparar para o Sábado) sem falar na reunião de milhares de gentes interessadas em leitura.

Bah, vou dormir.
 
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