Cada homem vivo transporta o peso de trinta fantasmas, pois é nesta proporção que o número dos mortos excede o dos vivos. Desde o início dos tempos, cerca de cem bilhões de seres humanos caminharam sobre o planeta Terra. Ora, este é um número interessante, pois, por coincidência, há aproximadamente cem bilhões de estrelas no nosso universo, a Via Láctea. Portanto, por cada homem que alguma vez viveu, brilha uma estrela neste Universo. Mas cada uma dessas estrelas é um sol, frequentemente muito mais brilhante e glorioso que a pequena estrela a que chamamos o Sol. E muitos - talvez a maioria - desses sois, têm planetas girando à sua volta. Portanto, há com certeza território suficiente no céu para que cada membro da raça humana, desde o primeiro homem-macaco, tenha o seu céu - ou inferno - privado, do tamanho de um mundo.
Quantos desses potenciais céus ou infernos são habitados, e por que tipo de criaturas, é coisa que não podemos saber; o mais próximo fica um milhão de vezes mais longe que Marte ou Vênus, esses objetivos, ainda remotos, da próxima geração. Mas as barreiras da distância vão-se esboroando; um dia, encontraremos os nossos iguais, ou os nossos senhores, entre as estrelas.
Os homens não têm sido muito lestos a encarar esta perspectiva; alguns ainda esperam que ela nunca se torne realidade. Cada vez mais gente, no entanto, pergunta: «Por que razão não ocorreram já tais encontros, se nós próprios estamos prestes a aventurar-nos no espaço?»
E por que não? Este livro é uma resposta possível a pergunta tão razoável. Mas não se esqueçam: esta é apenas uma obra de ficção. A verdade, como sempre, será muito mais estranha.
A. C. C.
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sábado, 20 de dezembro de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
FLIP
A FLIP - Festa Internacional do Livro de Paraty - está na sua sexta edição. É a maior feira literária do país e tem as mesas de debate como atração: esse ano contará com a presença de Neil Gaiman, autor de Sandman, Tom Stoppard, roteirista de Shakespeare Apaixonado, Neil Gaiman, Veríssimo e Caco Barcelos. E o Neil Gaiman, gente!
Destaque também para as homenagens ao centenário da morte de Machado de Assis. Na abertura do evento, o crítico Robert Schwarz discute a obra Dom Casmurro, considerada por ele "o romance possivelmente mais refinado e composto da literatura brasileira".
O evento deve atrair de 15 a 20 mil pessoas, do dia 2 (quarta) e 6 (domingo) de Julho à cidade histórica do Rio.
A programação:
2 de julho (quarta-feira)
19h - "A Poesia Envenenada de Dom Casmurro”, com Roberto Schwarz
21h30 - Show de abertura com Luiz Melodia
3 de julho (quinta-feira)
10h - "Primeiro Tempo", com Adriana Lunardi, Emilio Fraia, Michel Laub e Vanessa Barbara
11h45 - "O Espelho", com Elisabeth Roudinesco (França)
15h - "Retrato em Branco e Preto", com Carlos Lyra e Lorenzo Mammì
17h - "Conversa de Botequim", com Humberto Werneck e Xico Sá
19h - "Admirável Mundo Velho", com Tony Judt (Inglaterra)
4 de julho (sexta-feira)
10h - "Formas Breves", com Ingo Schulze (Alemanha), Modesto Carone e Rodrigo Naves
11h45 - "Ficções", com João Gilberto Noll e Lucrecia Martel (Argentina)
15h - "Os Fuzis", com Caco Barcellos e Misha Glenny (Inglaterra)
17h - "Estética do Frio", com Martín Kohan (Argentina), Nathan Englander (Inglaterra) e Vitor Ramil
19h - "Veludo Cotelê" (moderação de Matthew Shirts), com David Sedaris (EUA)
5 de julho (sábado)
10h - "Guerra e Paz", com Chimamanda Ngozi Adichie (Nigéria) e Pepetela (Angola)
11h45 - "A Mão e a Luva", com Neil Gaiman (Inglaterra) e Richard Price (EUA)
15h - "Fábulas Italianas", com Alessandro Baricco (Itália) e Contardo Calligaris
17h - "Paraíso Perdido", com Cees Nooteboom (Holanda) e Fernando Vallejo (Colômbia)
19h - "Shakespeare, Utopia e Rock'n'Roll" (moderação de Luís Fernando Veríssimo), com Tom Stoppard (República Tcheca)
6 de julho (domingo)
10h - "Os Livros que Não Lemos", com Marcelo Coelho e Pierre Bayard (França)
11h45 - "Sexo, Mentiras e Videotape", com Cíntia Moscovich, Inês Pedrosa (Portugal) e Zoë Heller (Inglaterra)
15h - "Papéis Avulsos" (visões sobre Machado de Assis), com Flora Süssekind, Luiz Fernando Carvalho e Sergio Paulo Rouanet
17h - "Folha Seca", com José Miguel Wisnik e Roberto Damatta
19h - "Livro de Cabeceira", convidados da Flip 2008 lêem trechos de seus livros prediletos
Acontece que os ingressos começaram a ser vendidos ontem de manhã e todos para a tenda dos autores esgotaram no mesmo dia. Sem falar que não há mais vagas em metade dos hotéis e pousadas de Paraty para o evento que é daqui a 20 dias.
Neil Gaiman estará lançando seu livro "Coisas Frágeis" em português e eu estarei sabe-se lá onde lamentando a minha existência. Não só por isso, a programação é de dar água na boca (oh, eu poderia até reler os livrinhos do Machado de Assis e alugar Guerra e Paz para me preparar para o Sábado) sem falar na reunião de milhares de gentes interessadas em leitura.
Bah, vou dormir.
Destaque também para as homenagens ao centenário da morte de Machado de Assis. Na abertura do evento, o crítico Robert Schwarz discute a obra Dom Casmurro, considerada por ele "o romance possivelmente mais refinado e composto da literatura brasileira".
O evento deve atrair de 15 a 20 mil pessoas, do dia 2 (quarta) e 6 (domingo) de Julho à cidade histórica do Rio.
A programação:
2 de julho (quarta-feira)
19h - "A Poesia Envenenada de Dom Casmurro”, com Roberto Schwarz
21h30 - Show de abertura com Luiz Melodia
3 de julho (quinta-feira)
10h - "Primeiro Tempo", com Adriana Lunardi, Emilio Fraia, Michel Laub e Vanessa Barbara
11h45 - "O Espelho", com Elisabeth Roudinesco (França)
15h - "Retrato em Branco e Preto", com Carlos Lyra e Lorenzo Mammì
17h - "Conversa de Botequim", com Humberto Werneck e Xico Sá
19h - "Admirável Mundo Velho", com Tony Judt (Inglaterra)
4 de julho (sexta-feira)
10h - "Formas Breves", com Ingo Schulze (Alemanha), Modesto Carone e Rodrigo Naves
11h45 - "Ficções", com João Gilberto Noll e Lucrecia Martel (Argentina)
15h - "Os Fuzis", com Caco Barcellos e Misha Glenny (Inglaterra)
17h - "Estética do Frio", com Martín Kohan (Argentina), Nathan Englander (Inglaterra) e Vitor Ramil
19h - "Veludo Cotelê" (moderação de Matthew Shirts), com David Sedaris (EUA)
5 de julho (sábado)
10h - "Guerra e Paz", com Chimamanda Ngozi Adichie (Nigéria) e Pepetela (Angola)
11h45 - "A Mão e a Luva", com Neil Gaiman (Inglaterra) e Richard Price (EUA)
15h - "Fábulas Italianas", com Alessandro Baricco (Itália) e Contardo Calligaris
17h - "Paraíso Perdido", com Cees Nooteboom (Holanda) e Fernando Vallejo (Colômbia)
19h - "Shakespeare, Utopia e Rock'n'Roll" (moderação de Luís Fernando Veríssimo), com Tom Stoppard (República Tcheca)
6 de julho (domingo)
10h - "Os Livros que Não Lemos", com Marcelo Coelho e Pierre Bayard (França)
11h45 - "Sexo, Mentiras e Videotape", com Cíntia Moscovich, Inês Pedrosa (Portugal) e Zoë Heller (Inglaterra)
15h - "Papéis Avulsos" (visões sobre Machado de Assis), com Flora Süssekind, Luiz Fernando Carvalho e Sergio Paulo Rouanet
17h - "Folha Seca", com José Miguel Wisnik e Roberto Damatta
19h - "Livro de Cabeceira", convidados da Flip 2008 lêem trechos de seus livros prediletos
Acontece que os ingressos começaram a ser vendidos ontem de manhã e todos para a tenda dos autores esgotaram no mesmo dia. Sem falar que não há mais vagas em metade dos hotéis e pousadas de Paraty para o evento que é daqui a 20 dias.
Neil Gaiman estará lançando seu livro "Coisas Frágeis" em português e eu estarei sabe-se lá onde lamentando a minha existência. Não só por isso, a programação é de dar água na boca (oh, eu poderia até reler os livrinhos do Machado de Assis e alugar Guerra e Paz para me preparar para o Sábado) sem falar na reunião de milhares de gentes interessadas em leitura.
Bah, vou dormir.
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