quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sad song



You've got her in your pocket - White Stripes

You've got her in your pocket
And there's no way out now
Put it in the safe and lock it
'cause it's at home sweet home

Nobody ever told you that it was the wrong way
To trick a woman, make her feel she did it her way
And you'll be there if she ever feels blue
And you'll be there when she finds someone new
What to do
Well you know

You keep her in your pocket
Where there's no way out now
Put it in a safe a lock it
'cause it's home sweet home

The smile on your face made her think she had the right one
Then she thought she was sure
By the way you two could have fun

But now she might leave
Like she's threatened before
Grab hold of her fast
Before her feet leave the floor
And she's out the door
'cause you want

To keep you in my pocket
Where there's no way out now
Put it in a safe a lock it
'cause it's home sweet home

And in your own mind
You know you're lucky just to know her
And in the beginning all you wanted was to show her
But now you're scared
You think she's running away
You search in your hand for something clever to say
Don't go away
'cause I want

To keep her in your pocket
Where there's no way out now
Put it in a safe and lock it
'cause it's home sweet home
Home sweet home

Não é minha melhor performance, mas a única que tive paciência de gravar. Os sons de MSN ao fundo são por causa do laptop novo (não consegui instalar versões mais recentes ainda), o único que tem câmera. But a song is a song, anyway.

Calor: go home!

4 meses é muito tempo, principalmente quando as coisas não vão bem: Por isso o verão é tão penoso pra mim

Começa a esquentar e esse tempo de verão é infinitamente desagradável pra mim. Não há nada de digno no calor: apenas languidez, preguiça, suor e desconforto. As roupas do inverno e dos meses mais frios possuem uma elegância infinitamente maior, com seus cachecóis, luvas e botas, não trazem essa necessidade de expor o corpo que tanto me incomoda, quando toda a gente começa uma batalha implícita contra a balança.
O verão cheira a bronzeador e funk carioca. Aliás, essa é a diferença - o verão cheira. O que de mais ridículo vejo são as propagandas de aparelhos de ginástica, dietas e afins do tipo "Prepare seu corpo para o verão, fat ass!". Com que prazer eu não migraria para lugares mais frios...
Embora, na maioria do tempo eu não me queixe de morar no Brasil, apenas quando começa o fenômeno terrível: a temperatura desandando a subir vertiginosamente. Está lá, em todo lugar, a marca registrada do país. Em outros países existe toda uma misticidade em volta da chegada do verão, aquela coisa de assistir a toupeira saindo da toca (ok, maybe not), quando o corpo finalmente não sente-se mais retraído e preso. Aqui não há disso.
Apesar de tudo, é bonito, é agradável aos olhos. Afinal, em que outro lugar as pessoas possuem o privilégio de se tornarem indiferentes a um dia bonito, coisa vulgar e sem importância?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Carlão no Jô



Embora eu não consiga me comover muito pelo humor Jô, não poderia deixar de dar destaque aqui para a entrevista. Carlão é professor de terceiros anos e cursinhos do Anglo em Sorocaba, já deu 5 minutos de aula para minha classe enquanto o Wilson não chegava e foi de certa forma curioso - por isso posto mesmo que tenha achado a entrevista fraca, não goste do programa e não ligue realmente pro orgulho da terra rasgada. Há algo de divertido em professores que gostam do que fazem.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Um incidente

Deixou a confusa impressão de luzes fundidas à música excessivamente alta atrás de si, afastando-se pelos fundos. O ar da noite soprou-lhe o rosto, levava ainda um copo de uísque meio diluído pelo gelo - não o beberia, parecia apenas cômodo ter algo para ocupar as mãos. Alguns pensamentos leves surgiam, não como antes, imaginou o toque gelado descendo por costas nuas em um vestido negro. Na sua frente alguem fumava e um casal estava parcialmente envolvido pelas sombras do muro sujo.
Que haveria além da portinhola enferrujada na contrução? Sorriu-lhe a idéia de ultrapassar a casa, a portinha não estava trancada. Abriu-a com um chute, encontrando certo quintal. Era o jardim abandonado do terreno vizinho, onde apareciam silhuetas recortadas de umas poucas árvores contra o céu.
Veio depois a sensação, dedos ligeiros roçando os seus, ah, recostou-se rápido em uma árvore antes de virar-se e sentir ansiedade, encarava já uns olhos miúdos.
Não esperava você, não você. Algo há de ser feito. Se consegue qualquer coisa com um rosto assim, pensou. Estava tão pálida naquela noite, como ficaria qualquer criatura iluminada daquela maneira, procurou convencer-se. Uma música que não se escuta mais soou na sua cabeça. Pelos anos sentiu falta de uma crença contrastando com tudo que julgava certo. Os dias mudaram, porém; cansava-se com facilidade agora, não desejava mais longos pensamentos de outro tempo, irritou-se com tudo isso.
"Mas você não estava morta?" E, ademais, por que agora? A ouviria atentamente pelas horas, sabia entretanto, não importasse a circunstância. Ela deixava de ser insignificante apenas nessa situação: os olhos sorriam, pequenos. Semelhante a uma suave aparição, retornara.
"Achei que estava morta", uma presença frágil, nada além de frágil, tal qual palavras que morriam no repentino silêncio...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Madeleine Peyroux (Athens, 1974) é uma cantora de jazz nascida nos Estados Unidos que escreve e interpreta suas proprias composições e letras. É especialmente lembrada por seu estilo vocal, que em muito lembra o estilo da cantora Billie Holiday.
Em muito lembra, até demais.

Itabirito

Eis onde estive. Onde o tempo não passa, pois não sabe como chegar lá - nem o aquecimento global, nessa época as noites são particularmente geladas. Aliás, é algo como uma cilada, quem entra em Itabirito tem imediatamente a sensação de estar no show do Truman, uma vez que todos os habitantes se conhecem e ainda sabem se o filho do vizinho passou ou não na faculdade.
(Só quem mora em cidade pequena pode saber o prazer de desdenhar as cidades menores)

Depois desse vídeo, podem considerar-se plenos conhecedores da cidade

Ainda assim, as pessoas costumam enfrentar o frio para ir a um festival no lugar que merece sua credibilidade e que ficou bem famoso pela região desde que a festa anual de Ouro Preto acabou.
E pelo tamanho da cidade, mais o fato de que é tudo gratuito, é de admirar os shows da Maria Rita, O Rappa e alguém que ainda estou tentando descobrir quem é, Eduardo Costa. Desses, o único que assisti foi O Rappa na velha filosofia de que "é de graça mesmo" e acabou sendo divertido.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

FLIP

A FLIP - Festa Internacional do Livro de Paraty - está na sua sexta edição. É a maior feira literária do país e tem as mesas de debate como atração: esse ano contará com a presença de Neil Gaiman, autor de Sandman, Tom Stoppard, roteirista de Shakespeare Apaixonado, Neil Gaiman, Veríssimo e Caco Barcelos. E o Neil Gaiman, gente!
Destaque também para as homenagens ao centenário da morte de Machado de Assis. Na abertura do evento, o crítico Robert Schwarz discute a obra Dom Casmurro, considerada por ele "o romance possivelmente mais refinado e composto da literatura brasileira".
O evento deve atrair de 15 a 20 mil pessoas, do dia 2 (quarta) e 6 (domingo) de Julho à cidade histórica do Rio.

A programação:
2 de julho (quarta-feira)
19h - "A Poesia Envenenada de Dom Casmurro”, com Roberto Schwarz
21h30 - Show de abertura com Luiz Melodia

3 de julho (quinta-feira)
10h - "Primeiro Tempo", com Adriana Lunardi, Emilio Fraia, Michel Laub e Vanessa Barbara
11h45 - "O Espelho", com Elisabeth Roudinesco (França)
15h - "Retrato em Branco e Preto", com Carlos Lyra e Lorenzo Mammì
17h - "Conversa de Botequim", com Humberto Werneck e Xico Sá
19h - "Admirável Mundo Velho", com Tony Judt (Inglaterra)

4 de julho (sexta-feira)
10h - "Formas Breves", com Ingo Schulze (Alemanha), Modesto Carone e Rodrigo Naves
11h45 - "Ficções", com João Gilberto Noll e Lucrecia Martel (Argentina)
15h - "Os Fuzis", com Caco Barcellos e Misha Glenny (Inglaterra)
17h - "Estética do Frio", com Martín Kohan (Argentina), Nathan Englander (Inglaterra) e Vitor Ramil
19h - "Veludo Cotelê" (moderação de Matthew Shirts), com David Sedaris (EUA)

5 de julho (sábado)
10h - "Guerra e Paz", com Chimamanda Ngozi Adichie (Nigéria) e Pepetela (Angola)
11h45 - "A Mão e a Luva", com Neil Gaiman (Inglaterra) e Richard Price (EUA)
15h - "Fábulas Italianas", com Alessandro Baricco (Itália) e Contardo Calligaris
17h - "Paraíso Perdido", com Cees Nooteboom (Holanda) e Fernando Vallejo (Colômbia)
19h - "Shakespeare, Utopia e Rock'n'Roll" (moderação de Luís Fernando Veríssimo), com Tom Stoppard (República Tcheca)

6 de julho (domingo)
10h - "Os Livros que Não Lemos", com Marcelo Coelho e Pierre Bayard (França)
11h45 - "Sexo, Mentiras e Videotape", com Cíntia Moscovich, Inês Pedrosa (Portugal) e Zoë Heller (Inglaterra)
15h - "Papéis Avulsos" (visões sobre Machado de Assis), com Flora Süssekind, Luiz Fernando Carvalho e Sergio Paulo Rouanet
17h - "Folha Seca", com José Miguel Wisnik e Roberto Damatta
19h - "Livro de Cabeceira", convidados da Flip 2008 lêem trechos de seus livros prediletos


Acontece que os ingressos começaram a ser vendidos ontem de manhã e todos para a tenda dos autores esgotaram no mesmo dia. Sem falar que não há mais vagas em metade dos hotéis e pousadas de Paraty para o evento que é daqui a 20 dias.
Neil Gaiman estará lançando seu livro "Coisas Frágeis" em português e eu estarei sabe-se lá onde lamentando a minha existência. Não só por isso, a programação é de dar água na boca (oh, eu poderia até reler os livrinhos do Machado de Assis e alugar Guerra e Paz para me preparar para o Sábado) sem falar na reunião de milhares de gentes interessadas em leitura.

Bah, vou dormir.
 
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